Visão do Bruno:
Ficamos até tarde na praia, nem sei que hora era meu celular tava descarregado, entre uma gelada e outra um mergulho e alguns petiscos pra não ficar bêbado, a conversa tava fluindo até o celular do Fred tocar
Fred: É a Daia, licença- Ele saiu pra atender
Bruno: Lá vai
Fred: Bruno ela quer falar com você
Bruno: Comigo?
Fred: Tem outro Bruno aqui?
Bruno: O que ela quer comigo?
Fred: Não sei atende logo ela disse que era urgente
Inicio da ligação:
Bruno: Fala ai- Falei bem seco o máximo que consegui
Daia: Mais é um cavalo mesmo
Bruno: Queria fala comigo pra me ofender? Tchau
Daia: Não espera, a Michele passou mal estamos no hospital com ela, preciso que você venha pra cá urgente
Bruno: Por que? Não são vocês os responsáveis por ela, aliais como ela diz ela não é dona do nariz pode se virar sozinha
Daia: Dai me paciência senhor, oh energúmeno se acha que se não fosse grave eu ia te ligar
Digo: Me da essa merda aqui- Ouvi o irmão dela falando ao fundo
Bruno: Se virem
Digo: A Michele ta muito mal ela ta precisando de uma transfusão de sangue e infelizmente eu não sou compatível com ela, ela precisa da família da pra vim ou será que mais uma vez vocês vão virar as costas pra ela?- O tom que ele falou me fez acordar e perceber que era serio o negocio
Bruno: O que ela tem?
Digo: Não sei mais eae você vem ou não é urgente e se poder avisa o pai, os avos dela o negocio é serio
Bruno: Me passa o endereço que eu to correndo pra ir- Ele me passou o endereço ficava a uns 20 minutos- Beleza daqui a pouco to ai
Digo: Avisa a família
Bruno: Ta
Fim da ligação
Cris:O que foi Bruno?
Bruno: A Michele passou mal, agora ta precisando de doação de sangue
Sergio: Cara corre o negocio deve ser serio
Bruno: Eu to indo pra lá, Cris e Sergio será que tem como vocês irem lá em casa avisar a minha mãe e meu pai, não dá pra falar isso por telefone
Sergio: Claro vamos Cris
Cris: Não vai dirigir assim
Fred: A gente leva ele
Bruno: Então vamos
Corremos pro hospital, quando cheguei lá dei de cara com a Daiana chorando
Bruno: Daiana
Daiana: Bruno- Ela veio na minha direção
Visão da Daiana:
Liguei pro Bruno e fiquei esperando ele chegar, assim que eu desliguei o celular o medico veio falar com a gente, a cara dele não estava das melhores
Dr. : E então conseguiram falar com a família da Michele?
Daia: Falei com o tio dela ele ta vindo
Dr. : Melhor ele se apressar
Daia: Como ela esta?
Dr. : Não devia falar mais é melhor eles se apressarem a Michele ta com hemorragia, estamos tentando controlar e assim que conseguirmos precisamos que o sangue já esteja disponível se não ela não vai resistir
Digo: Ai meu Deus
Daia: Calma Digo
Digo: Como calma ela vai morrer e eu não vou poder fazer nada
Rafa: Calma Digo não é assim, ela vai ficar bem
Daia: Vou liga pro Bruno de novo
Quando me virei lá vinha ele correndo, junto com o Fred e o Vini
Bruno: Daiana
Daiana: Bruno- Fui na direção dele abracei e comecei a chorar
Bruno: O que foi cade a Michele?
Daiana: Ta lá dentro vem cá, Dr. esse é o Bruno tio da Michele
Dr. : Vem comigo
Bruno: Me fala o que ta acontecendo
Dr. : Vem depois eu te explico
Eles entraram e nos ficamos lá na agonia
Fred: O que aconteceu com a Michele?
Daia: Ela pra variar comeu que nem uma condenada na praia, quando a gente chegou ela foi direto pro banheiro e botou tudo pra fora, depois de um tempo o Digo me gritou ela tava desmaiada no banheiro, trouxemos ela pra cá quando chegamos ela ainda não tinha acordado, depois de quase uma hora o Dr. veio e pediu pra chamar a família por que ela vai precisar de uma doação de sangue, quando vocês chegaram o Dr tava me falando que ela ta com hemorragia e que precisa do sangue pra repor
Vini: Caraca o que será que aconteceu?
Daia: Não sei, as vezes forçou tanto pra colocar a comida pra fora que estourou alguma coisa por dentro, cade os avos dela? O pai?
Vini: O Sergio e o Cris foram buscar eles não da pra dar uma noticias dessas por telefone, pelo menos não pros pais do Bruno
Daia: Tem razão
Depois de mais uns 15 minutos os avos da Michele junto com o pai dela chegaram
Marcos: Cade a minha filha?
Daia: Ta lá dentro
Marcos: A culpa dela ta aqui é de vocês
Daia: Só não te falo umas por aqui não é lugar e nem hora
D. Nilza: Pelo amor de Deus cade a minha neta? E essa doação aonde faz?
Daia: Vem vou chamar uma enfermeira pra acompanhar vocês
Fui atras de uma enfermeira deixei eles com ela e voltei pra sala de espera já que eu não podia fazer nada, tava lá rezando junto com o Digo hora eu chorava outras vezes eu andava de um lado pro outro, parecendo a sombra do Digo
Visão do Bruno:
Bruno: E então Dr. o que ela tem?
Dr. : Ainda não posso confirmar nada, tenho que aguardar os exames, agora meu rapaz reza pro sangue de algum de vocês ser compatível
Bruno: E se não for?
Dr. : Vamos ter que procurar alguém que seja e não sendo parente é mais difícil, você sabe me dizer se na família tem algum caso de leucemia?
Bruno: Leucemia? Ela ta com leucemia?
Dr. : Calma isso é só uma pergunta
Bruno: Não sei
Dr. : Ok, vou ver se você é compatível e já volto- Ele demorou uns 15 minuto e voltou
Bruno: E então Dr?
Dr. : Infelizmente você não é compatível
Bruno: Que droga e agora?
D. Nilza: Filho? Cade a Michele?
Bruno: Que bom que vocês chegaram
Dr. : São família?
Marcos: Sou pai da Michele
S. Everson: E nos somos os avos
Dr. : Ótimo vamos colher o sangue e você Bruno espera lá fora
Bruno: Deixa eu ver ela?
Dr. : Não pode ela ta com outros médicos
Bruno: Tudo bem
sai lá pra fora encontrei a Daiana, não aguentei comecei a chorar o fato de não saber o que a Mi tinha tava me deixando preocupado e triste ao mesmo tempo
Bruno: Daia me dá um abraço
Daia: Claro- Ela veio e me abraçou
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